Crítica – Thor: Ragnarok

Esse é o terceiro filme “solo” do herói da Marvel, Thor, com uma mudança de tom e em comparação com os filmes anteriores Thor: Ragnarok é engraçado, colorido e faz referências ao universo cósmico da Marvel, se parecendo muito com Guardiões da Galáxia. O diretor Taika Waititi conseguiu fazer um filme divertido, uma comédia que entretém e deixa o Thor do Universo Cinematográfico Marvel muito mais interessante.

Aparentemente todos os filmes da Marvel Studios vão pender para a comédia, um gênero aceito por muitos e simples de vender (quando bem feito é claro), e para isso a Marvel escalou o diretor perfeito para a continuação de Thor, já que Taika Waititi soube contar
uma história de destruição e apocalipse de maneira engraçada, mas com o peso que o Ragnarok possui na Mitologia das HQs da editora de Vingadores. Lembrando que o Ragnarok das HQs não necessariamente é o apocalipse da mitologia Nórdica, essa é apenas uma adaptação do que acontece nas histórias dos deuses nórdicos, sendo assim o filme é uma referência da referência. Entendeu?

Se conseguir levar por esse lado o filme de Waititi fica ainda mais divertido, além é claro das referências que em Sakar são abundantes. Os fãs de quadrinhos e conhecedores da Marvel vão adorar as cenas no planeta com muitas cores e bem parecidas com os traços de Jack Kirby, os personagens de Planeta Hulk são um caso a parte e claro fiquem de olho no que tem ao redor daquela “maluquice” de cores e detalhes. Não posso deixar de mencionar o guarda-chuva de Thor, e aqueles mais saudosistas vão adorar essa referência.

thor ragnarok hela.jpg

A trilha sonora é excelente e em alguns momentos se parece muito com Tron e filmes dos anos 80. A vilã Hela, interpretada pela diva Cate Blanchett, é sem dúvida a melhor ameaça dos filmes da Marvel, quando ela aparece em tela é possível ver que alguma
coisa muito ruim vai acontecer e que a derrota é inevitável. Mas infelizmente o ponto fraco do filme surge quando acontecem os embates entre Thor (Chris Hemsworth) e Hela (Cate Blanchett), já que nesses momentos temos o mesmo problema de Guardiões da Galáxia que diminui essa grande ameaça com piadas.

Outra personagem forte que precisa fazer parte de maneira definitiva no universo Marvel é a Valquiria (Tessa Thompson) que quebra tudo pela frente, já Loki (Tom Hiddleston) parece estar um pouco desgastado e não agrada muito, mas Hulk (Mark Ruffalo) foi um personagem que o estúdio conseguiu melhorar e as falas do grandalhão com Thor rendem muitas risadas.

Thor: Ragnarok não é revolucionário e apenas segue uma formula que dá certo, um excelente entretenimento que agrada a todos que assistem, infelizmente são poucas as referências a Guerra Infinita e eu particularmente diria que elas nem existem, já que o
protagonista apenas cita que estava procurando as Jóias do Infinito.

Thor: Ragnarok vale o ingresso mas não espere o Ragnarok dos quadrinhos, espere se divertir com o que você vai ver na telona. O filme estreia dia 26 de outubro nos cinemas, fique ligado que vamos falar mais em nosso Podcast.

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4 comentários em “Crítica – Thor: Ragnarok”

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