Existe algo muito divertido em um jogo de futebol que não está preocupado em simular cada detalhe do esporte, mas em fazer você rir, provocar o adversário e tentar marcar aquele gol absurdo. Foi essa a sensação que tivemos ao conhecer Beat The Champions, jogo desenvolvido pela Purple Tree em parceria com a Whiteboard Games, que experimentamos pela primeira vez na BGS 2026 e depois tivemos a oportunidade de jogar com mais calma no PlayStation 5.
Nossa primeira impressão já foi bastante positiva. No estande dos desenvolvedores, encontramos um futebol arcade rápido, exagerado e fácil de entrar na brincadeira. Quando voltamos a jogar no PS5, conseguimos prestar mais atenção aos detalhes e entender melhor como as mecânicas funcionam. E uma coisa ficou ainda mais evidente: quando existe outra pessoa do outro lado do campo, a diversão ganha uma dimensão diferente.
Um futebol que troca o realismo pelo caos
Beat The Champions não quer competir com simuladores como EA SPORTS FC ou eFootball na busca pelo futebol mais realista. Aqui, a prioridade é colocar os jogadores em partidas aceleradas, com disputas intensas pela bola, jogadas exageradas e habilidades especiais capazes de mudar o rumo de um confronto.
A proposta funciona porque o jogo não demora para mostrar a que veio. Você entra em campo, começa a disputar a bola e logo percebe que nem tudo será decidido com passes perfeitos ou jogadas ensaiadas. É preciso reagir rápido, aproveitar as oportunidades e aprender a lidar com as situações inesperadas que aparecem durante a partida.
O resultado é um futebol que se aproxima mais da diversão dos antigos jogos arcade do que de uma transmissão esportiva. A preocupação não é reproduzir cada regra do esporte, mas criar momentos que rendam gols, reviravoltas e aquela vontade de pedir uma revanche assim que o jogo termina.
Habilidades especiais deixam as partidas imprevisíveis
Um dos elementos que ajudam a diferenciar Beat The Champions é o uso de habilidades especiais. Elas acrescentam uma camada de estratégia à jogabilidade e permitem criar situações que dificilmente apareceriam em um jogo de futebol convencional.
O ritmo acelerado exige atenção ao posicionamento, ao momento de atacar e à hora certa de utilizar os recursos disponíveis. Como as partidas são movimentadas, nem sempre dá para planejar tudo com antecedência. Às vezes, a melhor jogada surge no improviso — e é justamente aí que o estilo arcade mostra sua força.
O sistema de disputas também contribui para essa sensação de caos. Fora da área, as faltas não seguem a lógica tradicional do futebol, permitindo confrontos mais agressivos pela posse de bola. Isso faz com que determinadas jogadas pareçam quase uma mistura de futebol com jogo de luta, principalmente quando os dois jogadores insistem em não entregar a posse.
É uma escolha que combina com a proposta do game. Quem procura uma simulação cuidadosa pode estranhar, mas quem quer partidas rápidas e momentos absurdos encontra motivos para continuar jogando.

Jogar contra outra pessoa é o grande destaque
Foi no PlayStation 5, depois da experiência inicial na BGS, que conseguimos perceber melhor o potencial de Beat The Champions. Com mais tempo para observar os detalhes, ficou ainda mais claro como a experiência ganha força quando existe uma disputa direta entre jogadores.
Contra outra pessoa, cada gol vira motivo para comemorar, cada erro pode render provocação e qualquer vantagem parece suficiente para alimentar a rivalidade. Não é apenas uma questão de vencer a partida: a graça está também nas situações inesperadas que aparecem no caminho.
Esse tipo de experiência combina muito bem com sessões entre amigos. Mesmo quem não acompanha futebol de perto consegue entender rapidamente a proposta e participar da brincadeira. A simplicidade de entrada ajuda a transformar o jogo em uma opção interessante para reunir a galera no sofá.
É justamente nesse contexto que vemos o maior potencial de Beat The Champions. As mecânicas exageradas, que poderiam parecer caóticas em uma experiência mais séria, tornam-se parte da diversão quando o objetivo é competir, rir e tentar superar alguém que está sentado ao seu lado.
Visual e proposta combinam com a experiência arcade
A apresentação de Beat The Champions acompanha sua proposta de futebol exagerado. O jogo não busca impressionar pela reprodução minuciosa de estádios ou pela simulação de uma partida profissional. Seu foco está na ação, na leitura rápida dos acontecimentos e nas situações que surgem durante os confrontos.
Isso ajuda a manter a atenção no que realmente importa para a experiência: disputar a bola, aproveitar as habilidades e encontrar uma maneira de superar o adversário.
Depois de conhecer o jogo na BGS 2026 e experimentar a versão de PS5 com mais calma, nossa impressão é de que a proposta tem personalidade. Em vez de tentar fazer tudo o que os grandes simuladores fazem, Beat The Champions escolhe um caminho próprio e aposta em uma experiência mais leve e descontraída.
Vale a pena jogar Beat The Champions?
Sim! Beat The Champions foi uma das experiências que mais nos divertiram na BGS 2026. Nossa primeira partida no estande da Purple Tree já tinha deixado uma ótima impressão, e jogar novamente no PS5 ajudou a reforçar o que gostamos no game.
O futebol arcade é rápido, as habilidades especiais acrescentam momentos inesperados e a disputa contra outra pessoa transforma cada partida em uma oportunidade de criar histórias para contar depois. É aquele tipo de jogo em que uma revanche pode surgir naturalmente, porque ninguém quer encerrar a sessão depois de perder por um gol.
Nosso principal elogio é justamente a maneira como o jogo entende sua proposta. Beat The Champions não precisa ser um simulador completo para funcionar. Ele precisa ser divertido, acessível e capaz de criar partidas memoráveis — e foi isso que encontramos em nossa experiência.
Para quem procura um futebol mais sério, com foco em tática e realismo, talvez a proposta não seja a ideal. Mas, para quem quer sentar no sofá com outra pessoa, disputar partidas malucas e transformar cada gol em uma provocação, o game merece atenção.
Nossa nota: 09/10.
Confira nossa Gameplay














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