Vingadores: Ultimato

Vingadores Ultimato | Crítica

Finalmente chegou a hora de ver o que aconteceu com o Universo dos Vingadores após Thanos vencer a batalha em Guerra Infinita. Vingadores: Ultimato é o desfecho para tudo o que aconteceu até hoje no MCU, o 22º filme da Marvel Studios, aquele que vai fazer os fãs de super-heróis ficarem felizes, ainda mais aqueles que adoram o MCU e cresceram assistindo aos longas. Ultimato é muito mais uma celebração à todos esses anos do que um filme coeso e muito bem montado, mas isso não tira a diversão e a emoção que nós Nerds sentimos ao assistir.

Tentei escrever algo sem spoiler, mas é impossível expor um ponto de vista desses 10 anos de história sem revelar pontos chave do filme.

Spoilers Abaixo:

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Vingadores: Ultimato começa com um cena de Clint Barton com sua filha, enquanto a menina treina com o arco o restante de sua família está feliz e tranquila, mas então todos somem menos Clint, que fica sozinho. Nesse momento vemos que tudo será triste e sombrio, fato que continua até uma parte do filme.

Podemos dividir Ultimato claramente em três partes e não atos como de costume. A primeira é triste e melancólica, a segunda é uma celebração aos 10 anos do Marvel Studios, cheia de referências e apenas isso, já a terceira parte é o final épico que descarta qualquer razão e apenas eleva nossa paixão ao extremo.

Alguns momentos do filme me tiraram da imersão total que sempre tenho, pois geraram alguns questionamentos em momentos que um filme dessa grandiosidade não deveria apresentar, mas que em um geral não diminuem o longa e nem seus 10 anos de historia.

Marvel Studios’ AVENGERS: ENDGAME..Tony Stark/Iron Man (Robert Downey Jr.)..Photo: Film Frame..©Marvel Studios 2019

Voltando ao início do filme, vemos Stark e Nebula vagando pelo espaço na Milano (espaçonave dos Guardiões) com Tony fazendo o discurso de que está morrendo. Quando o herói está para morrer vemos uma “luz salvadora”, que na verdade é Carol Denvers, para entender essa parte é preciso ver a cena pós crédito do filme de Capitã Marvel. Contei toda essa parte para explicar o porque isso já me tirou da imersão e gerou questionamentos.

Carol Denvers é a personagem mais poderosa de todo MCU, mas é utilizada como o “Deus Ex-Máquina” do filme. Tony está perdido em algum lugar do universo, assim que a Capitã encontra os Vingadores na Terra ela é informada do desaparecimento de Tony e como em um passe de mágica encontra o Vingador a deriva no espaço, uma maneira preguiçosa e até triste de resolver uma questão tão importante para o filme. Esse tipo de recurso é utilizado por diversas vezes durante a trama, o que faz com que se perca a coesão tão esperada dentro do MCU.

Assim como o recurso da viagem no tempo, que é utilizada de maneira confortável para os roteiristas, já que tiram a responsabilidade da viagem temporal, dizendo apenas que aquilo que é alterado no passado não muda o futuro, fazendo piada com filmes da cultura pop que fizeram isso com maestria. Diminuir uma obra como “De Volta Para o Futuro” não faz a sua solução ser mais inteligente ou acreditável, para isso é preciso seguir as regras criadas dentro do seu próprio universo. E infelizmente isso acontece de maneira rasa em Ultimato, com teorias confusas e que não fazem sentido dentro da pseudo-ciência criada pelo MCU. Em alguns momentos isso é explicado com o simples argumento: “Isso pode acontecer, afinal de contas, eu recebo e-mail de um Guaxinim”.

Esse furo no roteiro permanece quando os personagens realizam a viagem no tempo para coletar as jóias, tudo fica mais difícil de acreditar quando Hulk encontra a Anciã e essa explica que se eles mudarem algo no tempo uma nova linha do tempo é criada e tudo se modifica nessa nova linha temporal, assim como toda viagem no tempo é explicada. E então Banner questiona a Anciã, lembrando que ele não tem conhecimento nenhum sobre o que está fazendo, sobre o que acontece se ele voltar e devolver a Joia no exato momento em que a pegou, então os dois ficam sem uma resposta e mesmo assim Banner leva a joia do tempo.

Entendo que é um filme de herói onde qualquer coisa pode acontecer, mas mesmo dentro do qualquer coisa isso deve ter uma explicação e deve respeitar o que faz parte da realidade naquele Universo.

Essa segunda parte é apenas um momento cheio de referências e despedidas do MCU, com passagens engraçadas que revivem momentos que nós fãs adoramos. Como as referências a Soldado Invernal e a Batalha de Nova York, que em alguns momentos é vista após prenderem Loki. Até mesmo Thor revive Asgard e sua mãe durante os eventos de Mundo Sombrio e temos o Mjonir de volta as mãos do Deus do Trovão.

Tudo isso para reaver as jóias, mas que acaba servindo apenas como “Fan Service” já que a cena de grande importância fica para Nebula que mostra o momento em que Thanos entra novamente como o grande vilão na história. Clint e Natasha buscando a joia da Alma também traz mais peso ao filme, mas ao mesmo também isso é pouco sentido, já que vimos a mesma cena em Guerra Infinita com o mesmo desfecho, ou seja muito mais do mesmo que acabou diminuindo momentos chave e impactantes do longa .

Esse é um dos problemas do filme, os grandes plots – tirando o começo onde e reencontram Thanos pela primeira vez – todos são muito parecidos com Guerra Infinita. No caso da Joia da Alma a cena é muito parecida com o filme anterior e os momentos da batalha onde os heróis são salvos pela Capitã Marvel é muito parecido com os momentos de Thor, isso sem contar o fato de já saber que os personagens haviam voltado após o estalo de Hulk e que também tiveram sua relevância diminuída quando aparecem na batalha final.

Batalha essa que acontece por outro momento fraco no roteiro, lembrando que a Milano precisou ser diminuída para que fosse transportada na viagem temporal, e a nave de Thanos simplesmente aparece com um exercito dentro. Isso sem contar que as partículas Pyn foram roubadas de maneira exacerbada pelo Capitão América, personagem esse que pegaria apenas o que fosse necessário e em nenhum momento foi dito que pessoas poderiam estar a bordo da nave durante a viagem sem o traje especial.

Outra parte que pode se dizer ser um furo de roteiro é o fato de a amadura do Homem de Ferro acoplar as jóias e o próprio Tony Stark criar uma manopla de ferro, sendo que a Manopla do Infinito foi forjada em Nidavellir de maneira mágica para suportar o poder das pedras. Até mesmo Peter Quill que era um semi-celestial precisou de ajuda para segurar a joia do poder então como Tony conseguiria manter esse poder com ele apenas com sua armadura?

Como disse no início do texto, essas “falhas” não diminuem em nada a grandiosidade de Vingadores: Ultimato que contou com um final digno para seus personagens. Os Irmãos Russo respeitaram os personagens e respeitaram os fãs do MCU, assim como os fãs dos Quadrinhos, nos apresentando uma história grandiosa, cheia de referências e momentos marcantes desses 10 anos de existência.

A batalha final fez com que eu esquecesse os meus questionamentos, até mesmo o retorno do Mjonir não foi mais questionável quando o Capitão América o empunha e desce a porrada em Thanos. Ouvir finalmente – Avengers Assemble – fez com que eu esquecesse tudo e apenas curtisse aquele momento, fazendo com que eu voltasse a ser aquele nerd que lia os quadrinhos e imaginava tudo aquilo acontecendo no mundo real.

Sinto uma alegria imensa por ter vivido tanto a fase dos Quadrinhos como essa fase da Marvel Studios, e ter aprendido a amar também as adaptações para o cinema, que nem sempre foram cultuadas como estão sendo agora. Nesse momento não exite Marvete ou DCnalta, nesse momento existem apenas fãs da cultura pop que finalmente foi levada a sério graças a Marvel Studios, esse fim de ciclo precisa ser cultuado e lembrado pra sempre por nós Nerds, já que esse é o momento mais importante para aqueles que vivem e vivenciam todos os dias essas histórias.

OBRIGADO MARVEL STUDIOS!

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