Crítica – X-Men: Apocalipse

Bryan Singer nos apresentou o sexto filme do grupo de mutantes liderados por Professor Xavier, isso se você não contar os filmes agregados, e desta vez mostrou o que os fãs de quadrinhos queriam ver. Com uma cena muito esperada com Wolverine, e uma Jean Grey poderosa que conhece seu potencial e possui medo dele, parece que tudo é muito bom, mas alguns erros deixam o filme irregular e na minha opinião, infelizmente não é o melhor filme dos mutantes.

O longa é a continuação direta de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, e conta como os mutantes seguiram suas vidas após o ataque de Magneto em 1973, o filme se passa em 1983 e apresenta um Professor Xavier tomando conta da Escola Charles Xavier para Jovens Superdotados junto com Hank MacCoy, que ainda não é o Fera por completo. Alguns pontos foram muito bem explorados, como a Escola de Charles e seus alunos interagindo entre si, mostrando a relação do professor com os jovens mutantes e a importância de Hank na trama. O que chamou muito a atenção foi a apresentação dos novos personagens, os mutantes Jean Grey (Sophie Turner), Scott Summers (Tye Sheridan) e Kurt Wagner (Kodi Smit-McPhee) que realmente vão ser os principais personagens no próximo filme dos X-Men, mas no momento são adolescentes que não conhecem seu potencial e possuem medo do que são capazes de fazer. Três personagens poderosos e carismáticos que vão substituir muito bem Wolverine e Mística no futuro.

O filme explora muito bem a relação pessoal de cada um, mesmo que forçada em alguns momentos – como no caso da Mística (que vamos falar ainda neste texto), ponto que é um grande mérito do diretor Bryan Singer que sempre soube trabalhar essa relação nos filmes dos mutantes, apresentando sempre alguma referência para os fãs. Mas infelizmente o vilão Apocalipse que era tão aguardado deixou um pouco a desejar, foi mais assustador ver Magneto se tornando “Evil” novamente do que Apocalipse o filme inteiro, a escolha de Oscar Isaac foi muito controversa e incomodou muitos fãs, e esse realmente não foi o melhor papel do ator, que sempre vai muito bem. Olivia Munn foi muito badalada também, mas tudo o que ela fez aparece nos trailers e teasers, por isso não fiquei tão impressionado com o que vi, enquanto o Anjo continua um personagem que passa despercebido e assim fica do começo ao final do filme.

Enquanto isso James MacAvoy e Michael Fessbander mostram porque levantaram a franquia e porque substituíram tão bem Patrick Stewart e Ian Mckellen. O Magneto de Fassbender é sempre destaque nessa nova geração e consegue colocar a carga dramática necessária para o personagem, já MacAvoy continua com seu jovem Xavier sempre determinado e que no final se mostra ainda mais parecido com o famoso Charles dos Quadrinhos. Enquanto Jennifer Lawrence não consegue ser uma Mística convincente, ela parece qualquer outro personagem menos a mutante que conhecemos nos quadrinhos, e realmente ela se apresenta em sua forma original apenas no final do filme, e até existe uma explicação no roteiro, mas não é fácil de digerir.

Não falei em nenhum momento do enredo ou da história em si, porque isso realmente fica em segundo plano. O que chama muito atenção é a relação entre os mutantes e cenas isoladas como a cena do Mercúrio e do Wolverine, que realmente fazem o filme valer o ingresso. Enquanto isso a Fox tenta montar uma linha cronológica que não faz muito sentido, mas tudo bem já que esse é um filme da franquia que reviveu os super heróis no cinema.

NÃO ESQUEÇA DE FICAR PARA VER A CENA PÓS CRÉDITOS

Nota: classificacao-positiva

Sinopse: Desde o início da civilização, ele é adorado como um deus. Apocalypse (Oscar Isaac), o primeiro e mais poderoso mutante do universo, acumulou os poderes de muitos outros mutantes, obtendo assim, várias habilidades. Ao acordar depois de milhares de anos, ele está desiludido com o mundo em que se encontra e recruta uma equipe de mutantes poderosos, composta por Magneto (Michael Fassbender), uma jovem Tempestade, Anjo e Psylocke para purificar a humanidade e criar uma nova ordem mundial, a qual ele reinará. Como o destino da Terra está por um fio, Mística, com a ajuda do Professor X, deverá levar uma equipe de jovens X-Men para conter o seu maior inimigo e salvar a humanidade da completa destruição.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Anúncios

2 thoughts on “Crítica – X-Men: Apocalipse

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: