Resident Evil Requiem chega como aquele tipo de jogo que não apenas continua uma franquia lendária, mas entende profundamente o que fez Resident Evil se tornar um dos maiores nomes da indústria. Mais do que isso, ele consegue algo raro, como agradar tanto quem acompanha a série há décadas quanto quem está entrando agora nesse universo cheio de tensão, criaturas grotescas e decisões no limite da sobrevivência.
A sensação ao jogar é clara desde os primeiros minutos, a Capcom sabia exatamente o que estava fazendo. E aqui, não é exagero, esse é facilmente um dos capítulos mais completos e apaixonantes da franquia.
Uma narrativa que conecta passado e futuro da franquia
A história de Resident Evil Requiem acerta ao equilibrar nostalgia e inovação sem depender apenas do fan service. O retorno de Leon S. Kennedy traz aquele peso clássico que os fãs adoram, enquanto a introdução de Grace Ashcroft adiciona uma nova camada emocional à narrativa, com uma protagonista mais vulnerável, humana e extremamente envolvente.
O roteiro trabalha bem o suspense, construindo tensão de forma gradual e entregando momentos realmente impactantes. Existe um cuidado evidente em respeitar o legado da franquia, ao mesmo tempo em que o jogo abre espaço para novos caminhos narrativos. É aquele tipo de história que te prende não só pelos sustos, mas pela curiosidade constante em entender o que está acontecendo e como tudo se conecta.
Dois protagonistas, duas experiências completamente diferentes
Se existe um ponto que define Resident Evil Requiem, é a forma como ele divide sua jogabilidade entre dois estilos distintos e faz isso funcionar de maneira impressionante.
Com Leon, o jogo abraça o lado mais moderno da franquia, trazendo combates intensos, movimentação fluida e uma sensação constante de poder. O arsenal é robusto, os confrontos são dinâmicos e existe uma liberdade maior para enfrentar os inimigos de frente. É uma experiência claramente inspirada no ritmo de Resident Evil 4, onde ação e tensão caminham juntas em sequências cinematográficas e extremamente satisfatórias.
Já com Grace, a proposta muda completamente e é aqui que o jogo resgata a essência mais pura do survival horror. Recursos são escassos, o combate não é prioridade e cada passo precisa ser pensado. O foco está na sobrevivência, na exploração cuidadosa e na resolução de puzzles, enquanto o jogador lida com a constante sensação de vulnerabilidade. É o tipo de experiência que gera tensão de verdade, onde fugir muitas vezes é a única opção.
Essa dualidade não só funciona, como eleva o jogo a outro nível.
Alternância de ritmo que mantém o jogo sempre envolvente
Um dos maiores acertos de Resident Evil Requiem está na forma como ele alterna entre esses dois estilos. O jogo nunca se torna repetitivo, porque está sempre mudando a forma como você interage com ele. Em um momento, você está completamente tenso, andando devagar, economizando munição e tentando sobreviver com Grace. No outro, está com Leon, enfrentando hordas de inimigos com confiança e intensidade.
Essa mudança constante cria um ritmo único, que mantém a experiência fresca do início ao fim. Além disso, ela consegue agradar diferentes perfis de jogadores dentro de um único jogo, algo que poucas franquias conseguem fazer com tanta eficiência.
Atmosfera impecável e um nível técnico impressionante
Visualmente, Resident Evil Requiem é simplesmente absurdo. Utilizando a RE Engine, o jogo entrega ambientes extremamente detalhados, com iluminação e sombras que trabalham diretamente na construção do terror.
Locais fechados, corredores apertados e ambientes decadentes são explorados de forma brilhante, criando uma sensação constante de desconforto. O design de som merece destaque especial: cada passo, ruído distante ou porta rangendo contribui para aumentar a tensão de forma orgânica. É aquele tipo de jogo que se transforma completamente quando jogado com fones de ouvido, elevando a imersão a outro nível.

Replay e conteúdo que incentivam voltar ao jogo
Mesmo com uma campanha que gira em torno de 10 a 15 horas, Resident Evil Requiem entrega um excelente fator de replay. A presença de dois protagonistas, com estilos tão diferentes, já incentiva revisitar a experiência sob novas perspectivas.
Além disso, a estrutura do jogo permite explorar caminhos alternativos, testar novas estratégias e descobrir detalhes que passam despercebidos na primeira jogada. É o tipo de título que não se esgota rapidamente e continua interessante mesmo após os créditos finais.
Um dos melhores Resident Evil já feitos
Resident Evil Requiem não tenta escolher entre ser um jogo de terror ou de ação, ele simplesmente entrega os dois, com um nível de qualidade altíssimo. Essa mistura, que poderia facilmente dar errado, aqui é executada com confiança e precisão. O resultado é um jogo que respeita o passado, evolui a fórmula e aponta para o futuro da franquia com segurança. Seja você um fã antigo ou alguém que está começando agora, é difícil não se envolver com tudo o que o jogo oferece.
Resident Evil Requiem é mais do que um novo capítulo é uma celebração do que a franquia tem de melhor, combinando tensão, ação e narrativa em uma experiência memorável. Um dos grandes jogos de 2026 e presença obrigatória para qualquer fã de survival horror.
