Se você procura um review completo de Resident Evil Village, chegou ao lugar certo. A sequência direta de Resident Evil 7: Biohazard trouxe de volta Ethan Winters, expandiu a escala da franquia e apresentou uma das vilãs mais marcantes da história da série, Lady Dimitrescu.

Mas a pergunta que fica é, Resident Evil Village supera o impacto de RE7? É um ótimo jogo, mas não alcança o mesmo nível de tensão e reinvenção do anterior.

A história de Resident Evil Village: mais ambição, menos impacto

Em Resident Evil Village, acompanhamos Ethan vivendo uma vida aparentemente tranquila após os eventos traumáticos na Louisiana. Porém, tudo desmorona rapidamente, e ele acaba em uma vila isolada na Europa, dominada por quatro lordes grotescos e uma figura misteriosa que manipula os acontecimentos nos bastidores.

A narrativa é mais ambiciosa do que a de RE7. Há mais personagens, mais mitologia, mais reviravoltas, o problema é que, ao expandir demais, o roteiro perde um pouco da coesão e do terror intimista que tornaram o jogo anterior tão marcante. Ainda assim, o terceiro ato entrega revelações interessantes e um fechamento ousado para Ethan, algo que divide opiniões, mas que demonstra coragem da Capcom.

Gameplay: mais ação, menos survival horror

A jogabilidade mantém a câmera em primeira pessoa, mas o ritmo muda bastante. Se em RE7 o foco era sobrevivência pura, tensão constante e escassez de recursos, aqui temos mais munição, mais confrontos diretos, um sistema de upgrades com o Mercador e áreas semiabertas para exploração.

A estrutura lembra bastante Resident Evil 4, com vilarejo central interligando regiões temáticas. Isso traz variedade e dinamismo, mas também reduz aquela sensação de vulnerabilidade constante.

O jogo é divertido? Muito.
É assustador o tempo todo? Nem tanto.

Lady Dimitrescu: o verdadeiro fenômeno de Resident Evil Village

Vamos falar a verdade, quem salvou o hype de Village foi Lady Dimitrescu. Com quase três metros de altura, visual gótico elegante e presença imponente, ela rapidamente virou ícone da cultura pop gamer. O Castelo Dimitrescu é, facilmente, o ponto alto do jogo. A perseguição constante pelos corredores, o design do cenário e a atmosfera opressiva remetem diretamente ao melhor do survival horror moderno. Ela domina cada cena em que aparece. O unico problema é que ela aparece pouco durante o jogo.

A campanha construiu um marketing gigantesco em cima da personagem, mas sua participação termina relativamente cedo. Isso gera uma sensação agridoce: o melhor momento do jogo acontece logo no início. Mesmo assim, é impossível negar que ela é uma das vilãs mais carismáticas da franquia.

Resident Evil Village vs Resident Evil 7

Village é tecnicamente mais grandioso, mas RE7 é emocionalmente mais impactante e pra quem ama survival horror raiz, o anterior ainda leva vantagem. Mesmo com Village sendo impressionante visualmente usando a RE Engine em todo seu potencial na iluminação, texturas e design artístico.

Resident Evil Village

Vale a pena jogar Resident Evil Village?

É um excelente capítulo da franquia, sendo divertido, variado, com momentos memoráveis e uma vilã icônica. Mas ele não tem o mesmo impacto revolucionário de RE7. A mudança de foco para mais ação tira parte da identidade survival horror que tinha sido resgatada com tanto sucesso.

Mas se o que você quer é sentir aquele medo constante e sufocante que RE7 entregou… talvez Village não alcance exatamente o mesmo nível.

Jogamos a versão de Playstation 4.