A Marvel Studios segue introduzindo um Multiverso em suas produções do MCU, e nada melhor que o Doutor Estranho para continuar e dar força para essa tentativa. Mas nem Sam Raimi com sua excelente direção e excelentes atuações salvaram o segundo filme solo de Stephen Strange.

O segundo longa solo do Doutor Estranho sofreu muitas regravações e mudanças, normais nas últimas produções da Marvel, mas parece que desta vez essas alterações parecem ter pesado ao final da produção, junto com um roteiro confuso e a falta de coesão com os filmes e séries anteriores ao longa.

Nós fãs de quadrinhos e dos filme da Marvel Studios esperamos que tudo se conecte sem falhas, pois isso é um padrão do estúdio, uma excelência que fez com que se mudasse a maneira de fazer grandes blockbusters. E esse fato incomoda quando se assiste Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, um exemplo é o arco de Wanda / Feiticeira Escarlate que parece ter sido quase esquecido se analisarmos as produções anteriores, já que em sua série (WandaVision) a Vingadora mostrou ter superado seu lado sombrio, e mesmo que a explicação esteja dentro do filme, esse acontecimento incomoda com uma explicação inaceitável e fraca.

Imagem; Divulgação / Marvel

O embate entre os heróis Doutor Estranho, Wanda e Wong é bobo, beirando a infantilidade, se comparado com os embates do primeiro filme do herói que contava com muitos elementos místicos e com coreografias muito bem elaboradas, o que não acontece nesse filme. Não vou nem comentar a tão esperada luta entre os Estranhos, com o Doutor conhecido do universo 616 (original) enfrentando o Strange Supreme, que se tornou um tipo de luta musical sombria.

Outra decepção foram os Illuminate que pareciam Os Trapalhões, e não no bom sentido da referência, mas sim de realmente serem terrivelmente paspalhos e desajeitados. Junto na decepção segue o Mordo que mesmo com a excelente interpretação de CHIWETEL EJIOFOR, não passou de um contra ponto fraco e desnecessário. Muitos esperavam a continuação da cena pós-crédito do primeiro filme de Strange, onde Mordo estava acabando com os Magos e tomando seus poderes para si, mas neste caso não vemos o personagem original do MCU e sim uma versão de outro universo.

Mas claro que existem pontos positivos no filme, como é o caso de Wanda Maximoff. A Feiticeira Escarlate de Elizabeth Olsen se mostrou um ser poderoso e imponente, que colocava medo e era o “monstro” que um filme de terror necessita.

A direção de Sam Raimi é outro ponto que agrada, o diretor consegue fazer tudo o que lhe foi proposto, trazer vários elementos de terror e slasher horror, junto com referências cinematográficas de seus filmes e de obras consagradas.

A nova personagem America Chavez (Xochitl Gomez) é carismatica e muito moderna, e pode muito bem ser integrada ao novo MCU. Benedict Cumberbatch parece ser sempre excelente, dentro de sua atuação comedida cheia de sutilezas nas falas e em expressões delicadas com muito sarcasmo que agradam em diversos momentos, fazendo com que o ator seja um Doutor Estranho perfeito.

Doutor Estranho no Multiverso da Loucura tinha tudo para ser tão grande quanto o terceiro filme do aranha, porém se perde em alguns momentos e com isso deixa a grandiosidade de lado e não vale o ingresso, mas vale a pena ser visto quando for lançado no streaming da Disney.


Confira também nossas redes sociais:

Facebook – https://www.facebook.com/sitenaoseinada/

Instagram – @sitenaoseinada

Twitter – @sitenaoseinada

CONHEÇA NOSSO PODCAST

NãoSeiNada Podcast é o podcast do site Não Sei Nada que tem o intuito de trazer humor para os temas mais diversos do universo Nerd/Geek. Apresentado por amigos que adoram falar sobre esses assuntos sempre que estão juntos, de uma maneira descontraída e sem grandes pretensões, apenas para mostrar nosso amor e paixão pela cultura Pop.