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Cruella | Crítica

O mais novo live action da Disney, Cruella, estreou em 28 de maio nos cinemas e Premier Access Disney+ e estará disponível para todos os assinantes da plataforma de streaming Disney a partir de 16 de julho. O filme se propõe a traçar a trajetória de Cruella, vilã da animação original 101 Dálmatas, desde sua infância como menina rebelde dos inconfundíveis cabelos preto e branco até sua fase adulta onde assume seu alter ego mais sombrio.

Desde criança, Cruella, ou melhor, Stella claramente não se ajustava a sociedade em que estava inserida. Tantos comportamento considerados inadequados para uma menina, forçaram sua mãe a se mudar com a menina para Londres, mas não sem antes fazer uma breve parada que culminaria no que seria um grande trauma na vida da personagem.

Ela suprime sua impulsividade , agressividade e porque não dizer, loucura, para tentar se adaptar e da melhor forma possível se “encaixar”. Toda sua trajetória é sempre guiada pela moda e pelo seu desejo insaciável de criar novas peças e dar voz a seu lado mais primitivo e criativo para o mundo. No entanto outra série de eventos causa um novo trauma que muda os rumos de sua vida e identidade. Sua evolução como vilã é progressiva, mas não linear.

No filme, somos apresentados a alguns personagens já conhecidos do desenho animado e descobrimos a origem de sua relação com a vilã como por exemplo, os vigaristas Jasper e Horácio, Anita Darling e Roger, e introduz outros como a Baronesa, Artie e, talvez os personagens mais queridinhos do filme, Buddy e Wink. Há ainda a presença de dálmatas, claro, mas não aqueles que já conhecemos sendo somente revelado o nome de um deles, ou melhor, uma deles, Genghis.

Apesar de canônico, o filme é mais fácil de ser compreendido sem reticências se for encarado como independente da franquia original. Embora com algum esforço seja possível “encaixar” o live action no desenho de 1961, já que ele é completo em si só e não precisa de conhecimento prévio para ser entendido, além de ter características próprias que se perdem ao serem manipuladas com a única intenção de servir como um prequel de “101 Dálmatas”.

O roteiro é bom, mas repleto de lugares comuns e tramas já exploradas em outros filmes, o que em certos momentos trazem a sensação de “já vi isso em algum lugar antes”. Porém, a personagem principal é tão carismática e querida do público que cresceu com esse filme, que não por isso perde a atenção dos espectadores. É o dilema de se refilmar um clássico ou de buscar a excelência continua – um dos direcionadores da Disney já conhecido por seus fãs. A expectativa é muito alta e é difícil superá-la e as vezes até mesmo atingi-la. Mas se não é original a ponto de ser disruptivo, é extremamente bem executado tecnicamente, outra característica inconfundivelmente Disney. Mas não me entendam mal, ele tem seu mérito em diversos momentos em que há quebra de expectativa criada pelo roteiro.

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As excelentes atrizes, Emma Thompson e Emma Stone, além de estarem ótimas em cena conseguiram uma ótima química e jogo de cena. A Baronesa, é maestralmente encarnada por Emma Thompson que a confere características que beiram o caricatural e a apresentam com personalidade plana, que é ponto chave para que o público consiga criar uma identificação com a personagem principal, uma vilã por natureza. Emma Stone traz camadas de personalidade para Stella /Cruella que humanizam a personagem e mostram em tela a tentativa de suprimir algo sombrio que ela tinha consciência que fazia parte de si desde a infância. A atriz passeia entre as personalidades e consegue mostrar as nuances que ultrapassam uma simples troca de perucas.

A trilha sonora é repleta de clássicos muito conhecidos com uma vibe punk típica dos anos 70 (época em que se passa a história) e foi muito bem recebida pela maioria do público. O figurino criado por Jenny Beavan, ganhadora do Oscar por Mad Max (2015) e Uma Janela para o Amor (1985), também é digno de menção honrosa e não será surpresa caso figure como um dos candidatos da categoria nas principais premiações do ano que vem.

A cena pós crédito traz um easter egg com gostinho de fan service e amarra algumas pontas soltas fazendo a conexão com o desenho original ao mesmo tempo que abre as portas para uma possível sequência. Agora só nos resta esperar a decisão da poderosa do entretenimento, Disney, sobre os rumores de Cruella 2.

E para saber mais sobre a produção não deixe de conferir o NãoSeiNada Podcast sobre Cruella.


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