mulan

Mulan | Crítica

A onda de transformar as animações clássicas Disney em Live-Actions continua, e com Mulan o estúdio desconstrói a mensagem da animação e transforma Hua Mulan em uma super heroína que possui o poder da escolhida.

O Live-Action de Mulan, conta a historia de Hua Mulan (Liu Yifei) a espirituosa e determinada filha mais velha de um honrado guerreiro. Quando o Imperador da China emite um decreto que um homem de cada família deve servir no exército imperial, Mulan decide tomar o lugar de seu pai, que está doente. Assumindo a identidade de Hua Jun, ela se disfarça de homem para combater os invasores que estão atacando sua nação, provando-se uma grande guerreira.

Essa premissa nos trás muitas lembranças boas, a nostalgia em rever uma história tão marcante e faz com que esperemos ver novamente a mensagem que é passada durante a animação, de que uma menina pode salvar o dia e sua família apenas com sua força de vontade, mostrando para todos que as mulheres são capazes de fazer aquilo que elas quiserem.

Mas infelizmente essa mensagem é deixada de lado logo no início do live-aciton quando Mulan tem um tipo de “poder”, o seu Shi que é forte e poderoso. E com isso acaba retirando tudo o que a animação discute, transformando Mulan em um tipo de escolhida que possui um super poder que a transforma em uma espécie de bruxa.

Esse artificio de roteiro é uma tentativa de transformar a historia em algo épico e magico, para justificar o porque de a Fênix seguir a heroína e assim ajudar o exército com seus poderes extraordinários. É difícil não comparar com a animação original, já que a presença de Mushu é muito importante e quando comparado com a Fênix nós percebemos que ele não era apenas um alívio cômico e muito menos esse artificio mágico que dá poderes a Mulan.

Mushu é a humanidade da personagem e o que nos conecta com Mulan, apresentando seus medos e sua força de vontade, que por vezes está quebrada, mas mesmo assim consegue se reerguer. Já a representação da Fênix no longa é apenas um artifício visual para mostrar aquela magia representada pelo seu Shi.

O roteiro é confuso e preguiçoso, o que não agrada e nos faz questionar a todo momento as decisões dos personagens. A tentativa de incluir a magia em Mulan faz com que o filme não se torne um épico chinês, com lutas de mestres de Kung Fu e sabedorias milenares sobre suas tradições e crenças, fazendo na verdade uma salada com tudo isso que foi citado sem se aprofundar em nada e deixando tudo muito raso e monótono.

Quero deixar claro que o filme tinha tudo para ser ótimo, mas a decisão de incluir uma escolhida que possui super poderes acabou estragando o que tem de mais importante na história de Mulan.

Sendo assim Mulan não valeria um ingresso, mas você pode tirar a prova no Disney+ que já tem o filme disponível em seu catálogo do streaming.


Confira também nossas redes sociais:

Facebook – https://www.facebook.com/sitenaoseinada/

Instagram – @sitenaoseinada

Twitter – @sitenaoseinada

CONHEÇA NOSSO PODCAST

NãoSeiNada Podcast é o podcast do site Não Sei Nada que tem o intuito de trazer humor para os temas mais diversos do universo Nerd/Geek. Apresentado por amigos que adoram falar sobre esses assuntos sempre que estão juntos, de uma maneira descontraída e sem grandes pretensões, apenas para mostrar nosso amor e paixão pela cultura Pop.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: