Coringa | Crítica

O vilão mais conhecido dos quadrinhos finalmente ganha seu primeiro filme solo. Uma obra de arte que se aprofunda na psique do personagem e que nos faz entender suas ações, ao mesmo tempo que nos lembra que ele é o Coringa que já conhecemos.

Todd Philips conseguiu apresentar algo original, mesmo se baseando em obras muito conhecidas e aclamadas, como o filme “O Rei da Comédia” e o quadrinho “A Piada Mortal”. Realmente podemos ver a inspiração dessas obras, mas Coringa (Joker) conta muito mais a história de uma pessoa com um transtorno psiquiátrico severo e que tenta se encaixar em um mundo vandalizado e esquecido pelos mais ricos, mesmo que tudo o que vemos possa ser uma visão deturpada do próprio protagonista.

A junção do roteiro, direção e das performances do elenco, principalmente de Joaquin Phoenix, trazem ainda mais maestria ao longa. O ator encarna Arthur Fleck de uma maneira incrível, nos deixando muitas vezes desconfortável com as condições psicológicas em que o personagem se encontra. Phoenix consegue extrair a confusão e os sentimentos confusos de Arthur tanto nos momentos em que interage com outros personagens como quando está sozinho sem dizer uma palavra sequer.

Coringa consegue ser tão profundo que nos faz sentir uma mistura de sensações, e ao mesmo tempo sentimos pena e, também, medo do protagonista, principalmente quando Arthur se torna o Coringa. Isso faz com que consigamos perceber, que mesmo estando na pele de Arthur seus atos como Coringa não são aceitáveis e somos lembrados que ele é sim um psicopata, mas enquanto tudo isso acontece somos apresentados também a algo diferente, mostrando que essa não é apenas a construção de um vilão dos filmes convencionais de super-heróis e com ele somos levado a conhecer os sentimentos mais animalescos do homem.

O longa traz muitos questionamentos e nos faz refletir sobre o que aconteceria se fossemos levados ao extremo, vivenciando todos os problemas que o protagonista é obrigado a passar. Como fã de quadrinho e fã das grandes histórias de embate entre Batman e Coringa, o filme me fez acreditar que aquela Gotham retratada, assim como o personagem realmente precisavam de seu antagonista. É necessário um herói que não vai apenas combate-lo, mas sim tentar entender e fazer com que o Coringa veja que existe algo bom mesmo no mundo caótico em que ele foi inserido.

Coringa é sem sombra de dúvida uma ode ao personagem e a todo o universo que envolve o Batman. Todd Philips mostra que podemos ter uma historia baseada em quadrinhos adulta, com muito para discutir e debater, já que quadrinho é isso mesmo!

Coringa estreia dia 03 de Outubro nos cinemas e vale cada centavo que você possa gastar. Mas lembre-se! Não é um filme convencional de construção de vilão e muito menos um filme convencional de super-herói.

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