Hellboy | Crítica

A criação de Mike Mignola ganha um reboot nos cinemas, Hellboy chega com uma nova roupagem, agora com David Harbour (Stranger Things) como o protagonista. Um filme com a cara dos quadrinhos que os fãs vão adorar, mas já aqueles que não conhecem esse universo talvez não gostem tanto assim.

A premissa de Hellboy é simples, ao chegar à Terra ainda criança, após ser invocado por um feiticeiro contratado pelo governo nazista, Hellboy (David Harbour) foi criado como um filho por Trevor Bruttenholm (Ian McShane), um professor que estava no local no momento em que emergiu do inferno. Já adulto, Hellboy se torna um aliado dos humanos na batalha contra monstros de todo tipo. Quando a poderosa feiticeira Nimue (Milla Jovovich), também conhecida com a Rainha Sangrenta, insinua seu retorno ele logo é convocado para enfrentá-la.

Hellboy traz muito do universo dos Quadrinhos, o longa foi feito sem sombra de duvidas para os fãs das HQs, até mesmo a ambientação é bem parecida, lugares sem muita cor com Hellboy contrastando sempre com cores mais pastosas e escuras, e esse elemento se junta com as várias referências do mundo criado por Mignola.

Referências e Easter Eggs muito bem retratados, mas muitas vezes exagerados, mesmo com toda a riqueza de personagens e ambientes que Hellboy possui. Algumas coisas poderiam ser guardadas para uma possível continuação, em alguns momentos são tantos elementos que chega a ser confuso para quem não está habituado com os quadrinhos do anti-herói.

A caracterização de David Harbour (Hellboy) poderia se melhor, em algumas cenas não é possível ver a expressão de Harbour e alguns movimentos são duros e estranhos. Mas tudo é compensado pelas tiradas cômicas e ácidas de Hellboy. Milla Jovovich (Nimue) está muito bem e se mostra uma vilã de peso, mesmo com Baba Yaga (Emma Tate) sendo o grande destaque no filme, com uma versão assustadora e repugnante da personagem.

Hellboy vai agradar aos fãs de longa data, mas não deve ser comparado com os filmes de Guillermo del Toro, que são mais hollywoodianos e deixam a essência do personagem de lado. Esse reboot aproxima Hellboy de sua mídia original, enquanto os anteriores encantaram por seu visual único.

Hellboy vale o ingresso para aqueles que conhecem suas histórias, mas infelizmente não vale o ingresso quando comparado com os demais filmes, principalmente quando não se tem o conhecimento das histórias mais famosas de Mignola.

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