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Aquaman | Crítica

Nesta semana mais um filme da DC chegou as telonas mostrando agora a história de origem de Arthur Curry, o Aquaman, personagem icônico e que com a nova roupagem de Snyder e direção de James Wan chega em sua versão brutamontes de Jason Momoa deixando de lado sua principal referência aos quadrinhos o herói loiro com sua roupa laranja e verde, que fala com os peixes e monta em seu famoso cavalo marinho.

Assim como Mulher-Maravilha, Aquaman chega aos cinemas mostrando a história de origem do personagem sem enrolação e com poucos e pontuais momentos de sua infância ou flashbacks, a narrativa é focada nos tempos atuais mostrando o herói depois dos eventos de Liga da Justiça e o seu embate com o Lobo da Estepe.

Arthur Curry (Jason Momoa) é fruto do relacionamento entre a rainha de Atlântida, Atlanna (Nicole Kidman), e o faroleiro Tom Curry (Temuera Morrison) e precisa lidar com seu meio irmão Orm (Patrick Wilson) para impedir uma guerra entre os seres do mar e da superfície. Com a ajuda da Princesa Mera(Amber Heard) Curry deverá buscar seu lugar de direito no trono de Atlântida e acabar com a guerra que poderá devastar os humanos.

Além de seu embate com seu irmão Orm, que se tornou o mestre dos oceanos, ele também tem que lidar com a busca por vingança de Arraia Negra (Yahya Abdul-Mateen II) aliado do Atlante e que culpa o herói pela morte de seu pai. Toda a narrativa com Orm é bem explorada e explicada durante o longa mostrando que este sim é o verdadeiro vilão da história. Deixando o Arraia Negra em segundo plano e sendo mostrado apenas como um gancho para uma sequência do filme, sem explicar de que forma ocorreu a união entre o humano e o Atlante buscando derrotar o herói.

Utilizando várias referencias tanto dos quadrinhos clássicos quanto da versão Novos 52 o longa mostra a beleza e riqueza do reino de Atlântida. Wan conseguiu trazer para esta nova história diversos elementos antes considerados motivo de chacota como cavalgar cavalos marinhos, a famosa roupa colorida e a habilidade de falar com os peixes e com isso engrandecendo ainda mais o poder e história do personagem que passa de mestiço que não encontrava seu lugar entre terra e mar e para se torna o poderoso rei dos mares.

As sequências no fundo do mar são repletas de cor, belas cenas que abusam do neon e de diferentes seres marinhos sem medo de se tornar cafona. Já as cenas de ação também foram muito bem coreografadas e planejadas, trazendo toda a emoção que esperamos ver em um filme de super-herói. E como nada é totalmente perfeito um dos pontos negativos é a tentativa de par romântico entre Aquaman e Mera que não teve uma boa química e como já citado as poucas cenas com o Arraia Negra que é um dos principais e mais importantes antagonistas das histórias do herói.

Um longa que tem tudo para agradar e alegrar os fãs e que pode  estar revelando os novos rumos do universo cinematográfico DC, baseados na criação de Snyder e decorrentes também do sucesso de Mulher-Maravilha, mostrando que nada precisa ser tão sombrio ou virar somente piada e que essa mistura pode ser a nova aposta da Warner para o sucesso da DC nos cinemas deixando de lado as muitas críticas negativas vindas de seus  filmes anteriores como Batman v Superman e Liga da Justiça e trazendo uma esperança para os fãs do gênero.


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