Crítica – Rainha de Katwe

“O tamanho dos seus sonhos deve sempre ultrapassar sua capacidade de realizá-los”

A Disney consegue deixar uma sala inteira de cinema emocionada com uma animação, agora imagine isso em um filme com ótimos atores e com uma história real em Uganda na Africa, com pessoas que vivem em meio a uma pobreza extrema e com alegria no olhar.

“O tamanho dos seus sonhos deve sempre ultrapassar sua capacidade de realizá-los”

A Disney consegue deixar uma sala inteira de cinema emocionada com uma animação, agora imagine isso em um filme, com ótimos atores e com uma história real em Uganda na África, com pessoas que vivem em meio a uma pobreza extrema e mesmo assim com uma grande alegria no olhar.

Pensando um pouco sobre isso já da um aperto no coração, mas Rainha de Katwe consegue mostrar essa cruel realidade de muitas maneiras, tanto em seus momentos felizes como em passagens desesperadoras da protagonista Phiona Mutesi (Madina Nalwanga) e sua mãe Harriet Mutesi (Lupita Nyong’o), enquanto a menina seguia sua “carreira” de jogadora de xadrez. E a Disney como sempre surpreendendo e fazendo dramas que até mesmo a pessoa mais gelada sai do cinema com olhos inchados de tanto chorar.

Rainha de Katwe é baseado no livro – The Queen of Katwe: A Story of Life, Chess, and One Extraordinary Girl’s Dream of Becoming a Grandmaster – de Tim Crothers, e conta a história real da jovem ugandense Phiona Mutesi (Madina Nalwanga). A jovem trabalha desde pequena, não tem dinheiro para estudar, e muitas vezes passa fome junto da mãe e dos irmãos. Órfã de pai, ela não possui perspectivas de melhora, assim como muitos lá, até descobrir o xadrez, esporte para o qual demonstra um talento impressionante. Rainha de Katwe decide mostrar a trajetória de ascensão de Phiona em meio às adversidades.

Uma história emocionante e que mostra uma realidade difícil, de um povo que vive na miséria e crianças que precisam trabalhar para conseguir uma refeição no dia (o que acontece aqui no Brasil), mas mesmo assim são felizes. Mas Phiona Mutesi é o centro da atenção, que é interpretada por Madina Nalwanga, uma menina que descobre no xadrez uma vocação uma esperança de fazer algo diferente do que já fazia. Assim começa a triste e feliz, sim ao mesmo tempo, a vida de Phiona no xadrez.

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O que mais impressiona no filme é a atuação de Lupita Nyong’o, que vive Harriet Mutesi, a mãe de Phiona e mais três filhos. Uma mulher guerreira e segura, que luta todos os dias para colocar alimento na barriga das crianças, que não se deixa levar e nem é frágil, Lupita se mostra mais uma vez uma das melhores atrizes da sua época, fazendo você se emociona, chorar e ficar feliz junto com ela.

A diretora Mira Nair realiza um excelente trabalho mostrando a superação de todos os personagens no filme e nenhum deles é vazio. Cada vez que Phiona joga xadrez é um novo drama familiar se intercalando na história, fazendo o espectador chorar e rir durante o filme inteiro.

Rainha de Katwe é uma história forte contada da maneira correta, com excelentes atores e uma lição de vida que vale a pena ser vista e sentida.

Nota: classificacao-positiva

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