Crítica – Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos

O primeiro filme baseado no universo dos games de 2016 estreia hoje nos cinemas, e o longa do diretor Duncan Jones chega as telas com a missão de iniciar o ano que promete trazer os games de volta a Hollywood.

Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos chega com a proposta de levar os fãs da saga Warcraft a loucura com efeitos visuais impressionantes e um 3D que faz a aventura ficar muito mais interessante. Faz tempo que não temos um filme de Fantasia nos cinemas, e Warcraft além de ser baseado no jogo da Blizzard ainda vem com a proposta de reinserir esse gênero para um público que não via nada que valesse a pena desde o Senhor dos Anéis.

Os jogos de Warcraft são muito conhecidos entre os gamers, mas seu enredo é muito complexo, pois fazem 20 anos de existência da franquia. Com isso o diretor Duncan Jones (que é fã declarado dos jogos) teve a missão de adaptar um pouco do primeiro jogo da série, Warcraft: Orcs & Humans, e mostrar como os Orcs invadiram Azeroth um mundo que na parte que foi invadida é comandada pelos Humanos. Duncan e os responsáveis pelo CGI conseguiram deixar o visual muito bonito, com cenas de magias muito bem feitas e Orcs que fazem você acreditar que aquele universo é real, lembrando que este é um filme de fantasia, seu reino é grandioso e caracterização dos personagens foi bem adaptada.

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Os Orcs foram muito bem interpretados e são eles que mais chamam a atenção no longa, com diálogos interessantes sobre honra e a preocupação deles com a família. Apresentando uma versão de Orcs muito diferentes do que estamos acostumados a ver nos cinemas, com Dorotan (Toby Kebbell) ganhando destaque mesmo em cenas onde o personagem tinha pouco a dizer, com certeza esse é o ponto alto do filme, a relação entre os Orcs e o porque deles estarem ali “invadindo” aquele mundo estranho e mesmo assim muito parecido com o deles.

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Agora o ponto fraco do filme foi o enredo, que ficou muito simples e aproveitou pouco os momentos com os humanos. Enquanto os Orcs eram convictos e tinham discussões sérias e relevantes, os humanos eram confusos e as coisas aconteciam de maneira aleatória sem muito explicação, e muitas vezes sem muito sentido também. Com uma fraca atuação de Travis Fimmel que interpretou Anduin Lothar, um general humano, que mais parecia um mercenário e não o homem de confiança do rei. O ator em alguns momentos parecia não dar muita importância para o papel fazendo com que o personagem que deveria ser um general implacável (o herói humano) parecesse uma pessoa qualquer que apenas estava ali para matar alguns Orcs. A personagem Garona, interpretada por Paula Patton, não agradou muito sendo uma mestiça gerada a partir de uma Orc e um ser que não foi citado, não conseguiu gerar comoção e realmente deixou muito a desejar. Uma parte satisfatória do núcleo humano foram os magos Medivh (Ben Foster) e Khadgar (Ben Schnetzer), mostravam muito bem os poderes de Magos dos RPGs de uma maneira muito divertida de se ver as magias.

Mesmo assim sai do cinema achando que faltava algo, parte de mim dizia que isso possa ter acontecido talvez porque o estúdio tenha em mente fazer uma trilogia. O filme realmente é uma das melhores adaptações dos games para o cinema, mas fiquei com o a impressão de assistir a Eragon, um bom filme para uma trilogia que nunca aconteceu.

Nota: classificacao-positiva

Confira mais sobre os games de Warcraft aqui.

Você sabe quais são os games de Warcraft?

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