Godzilla II: Rei dos Monstros | Crítica

Godzilla II: Rei dos Monstros é a continuação direta do filme de 2014 e amarra o universo de monstros que conta com as presenças de Godzilla e King Kong. Infelizmente o longa serve apenas para isso e acaba contando com personagens rasos, além de uma história fraca e sem sentido.

O segundo filme do reboot de Godzilla no cinema mostra que Hollywood ainda não conseguiu entender o cinema japonês, já que não carrega uma carga dramática dos personagens humanos, não consegue mostrar uma batalha de monstros gigantes digna e realmente não compreende o que representam aqueles “Titãs” no mundo real.

Ken Watanabe (Dr. Ishiro Serizawa)

Apenas o personagem de Ken Watanabe (Dr. Ishiro Serizawa) consegue nos passar um pouco do que aquilo tudo representa. O ator realmente se esforçou muito e se tornou o ponto alto do filme, em alguns momentos parecia que era o único levando tudo aquilo a sério e o único que fazia transparecer o real significado daqueles “demônios”. O restante era cafona e canastrão, até mesmo Millie Bobby Brown se mostrou uma excelente Eleven e nada mais, mas isso não é culpa da atriz, já que o roteiro é ridículo e muito fraco.

A motivação dos vilões é rasa e nem um pouco convincente, enquanto a motivação do protagonista é muito pior e sem sentido dentro do contexto apresentado para esse universo. Um pesquisador, que não é um militar e muito menos faz parte da grande corporação que sabe tudo sobre os monstros, se infiltra como a grande salvação do Planeta, mas na verdade está querendo apenas rever a sua filha. Parece mais um filme de baixo orçamento dos anos 80 do que um grande lançamento atual.

Mas Godzilla II: O Rei dos Monstros não é um filme “B” já que é um longa que reconta a história de um dos personagens mais famosos do cinema. Antes fosse levado como um Tokusatsu, mas nem isso conseguiram fazer, pois nos momentos de luta entre os monstros tudo é cortado e vemos apenas alguns frames, ou até mesmo os monstros se degladiando como plano de fundo.

Todos os fãs esperam ansiosos para ver King Kong enfrentar Godzilla, mas sinceramente, depois de assistir Godzilla II não sei se estou com tanta vontade de ver esse embate. Não quero ver um filme de Kong no escuro com uma história de um pai e uma mãe negligentes, que ao final sentem vontade de cuidar da sua filha, que na verdade está perdida em meio a uma luta escura e sem emoção.

Esperamos que a continuação seja mais parecida com o reboot de King Kong do que com os dois filmes de Godzilla, esse personagem merece mais respeito e muito mais esmero do que essa maneira que vem sendo tratado.

Mesmo contando com os principais monstros que sempre antagonizaram “Gojira” o longa, Godzilla II: Rei dos Monstros não vale o ingresso, mas caso queira tirar suas próprias conclusões (o que é sempre bom), preste mais atenção em Ken Watanabe (Dr. Ishiro Serizawa) e fique até o final dos créditos.

Nota:

Nesta continuação que se passa cinco anos após Godzilla (2014), os integrantes da agência Monarch precisam lidar com a súbita aparição de vários monstros, incluindo Mothra, Rodan e Ghidorah. Enquanto buscam uma aliança com o próprio Godzilla a fim de garantir o equilíbrio da Terra, os humanos acabam fazendo parte de uma grande disputa por poder protagonizada por titãs.

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