Recebemos uma cópia de RuneScape: Dragonwilds para PS5 enviada pela assessoria de imprensa para esta análise. E já adianto: o jogo me conquistou de uma maneira que eu não estava esperando. A proposta de misturar sobrevivência, exploração, construção, evolução de habilidades e fantasia já parecia interessante, mas foi jogando que percebi como esses elementos conversam bem entre si.
Dragonwilds chegou à versão 1.0 em setembro de 2026 depois de passar pelo Acesso Antecipado no PC. A versão completa trouxe todo o conteúdo desenvolvido durante esse período e marcou também a estreia de RuneScape nos consoles. No PS5, o jogo ainda conta com suporte ao DualSense e permite jogar sozinho ou em grupos de até quatro pessoas.
Ashenfall é um convite para explorar
Uma das coisas que mais gostei em RuneScape: Dragonwilds foi a sensação de estar sempre encontrando alguma coisa nova. Ashenfall é um continente cheio de regiões diferentes, recursos, criaturas, estruturas e segredos, e o jogo consegue transformar a exploração em uma parte importante da própria progressão.
Você começa precisando sobreviver, coletar recursos e construir aquilo que precisa para continuar avançando. Aos poucos, porém, a experiência vai ficando muito maior. O personagem evolui suas habilidades, novos equipamentos aparecem, novas possibilidades de construção são liberadas e a própria exploração passa a ser uma recompensa.
E existe uma característica que ajuda bastante nessa sensação de evolução: RuneScape: Dragonwilds não trata sobrevivência apenas como uma lista de necessidades que precisam ser administradas o tempo inteiro. Existe magia, existem habilidades e existe uma progressão muito ligada ao universo de RuneScape.
É aí que o jogo começa a ganhar personalidade.
Sobreviver usando magia é muito mais divertido
A magia talvez seja uma das coisas que mais diferenciam Dragonwilds de outros jogos de sobrevivência.
A ideia de utilizar poderes para facilitar tarefas que normalmente seriam trabalhosas deixa a experiência mais dinâmica. É possível utilizar magia para coletar recursos, enfrentar inimigos e atravessar o mundo de maneiras que vão ficando cada vez mais interessantes conforme o personagem evolui.
A própria Jagex usa exemplos curiosos para mostrar como essa liberdade funciona, como transformar ossos em pêssegos, criar um tornado de peixes ou destruir veios de minério usando magia. Parece estranho no começo, mas é justamente essa liberdade que faz o sistema funcionar.
E quando essas possibilidades começam a se misturar com exploração e construção, Dragonwilds deixa de parecer apenas mais um survival.
Construir deixa de ser obrigação e vira diversão
Outro ponto que me surpreendeu foi a construção.
Em muitos survival, construir uma base pode parecer uma obrigação: você coleta recursos porque precisa de uma casa, coloca algumas paredes, armazena seus itens e segue a vida. Em Dragonwilds, comecei dessa maneira, mas rapidamente passei a querer melhorar meu espaço simplesmente porque estava gostando de fazer isso.
No controle do PS5, o sistema funciona melhor do que eu imaginava. Existe uma quantidade enorme de menus, inventário, habilidades e opções de construção para adaptar ao DualSense, mas a experiência não fica presa à sensação de estar jogando um jogo de PC com um controle improvisado.
É claro que alguns posicionamentos mais específicos podem exigir um pouco de paciência, principalmente quando queremos encaixar uma peça exatamente onde imaginamos. Ainda assim, depois de algumas horas, o controle fica natural. Outros reviews da versão PS5 também destacaram justamente esse esforço da Jagex para adaptar sistemas complexos de sobrevivência e construção ao gamepad.
E foi aqui que eu preferi jogar no PS5
Essa talvez seja a maior surpresa desta review.
Eu comecei RuneScape: Dragonwilds pensando principalmente na possibilidade de jogar no console. Depois de algumas horas, percebi que, para mim, essa passou a ser a versão que eu escolheria.
Existe algo muito confortável em pegar o controle, sentar no sofá e simplesmente entrar em Ashenfall. O jogo combina muito bem com esse tipo de experiência mais tranquila, principalmente quando estamos explorando, coletando recursos, construindo nossa base ou simplesmente andando pelo mapa para descobrir o que existe do outro lado.
O DualSense também ajuda a deixar a experiência mais integrada ao console, já que o jogo possui suporte aos recursos do controle.
E talvez seja justamente por isso que Dragonwilds tenha funcionado tão bem comigo. Em vez de parecer um jogo que foi simplesmente transportado do PC para o PS5, ele conseguiu se encaixar muito bem na maneira como eu gosto de jogar no console.
Jogar sozinho funciona, mas com amigos pode ficar ainda melhor
Dragonwilds também pode ser jogado em grupo, com suporte para até quatro jogadores online. E esse é um daqueles jogos em que a experiência cooperativa parece fazer bastante sentido.
Enquanto um jogador pode se concentrar em coletar recursos, outro pode cuidar da construção, enquanto os demais exploram ou enfrentam criaturas. Aos poucos, a sobrevivência deixa de ser uma responsabilidade individual e passa a ser um projeto coletivo.
Mas isso não significa que você precise de uma equipe para aproveitar o jogo. A experiência solo funciona muito bem e, para quem gosta de explorar no próprio ritmo, pode ser até mais interessante em determinados momentos.
O jogo foi construído justamente para permitir as duas abordagens: sozinho ou acompanhado.
A progressão é uma das grandes responsáveis pelo vício
Se existe uma coisa que RuneScape conhece bem, é progressão.
Dragonwilds leva essa característica para dentro de um survival RPG. O jogo possui 13 habilidades que podem chegar ao nível 99, criando aquela sensação deliciosa de sempre existir alguma coisa para melhorar.
E esse sistema conversa diretamente com a exploração.
Você não está simplesmente coletando madeira porque precisa de madeira. Está coletando porque quer construir determinada coisa. Para isso, talvez precise melhorar uma habilidade. Para melhorar essa habilidade, precisa encontrar determinado recurso. E, para conseguir esse recurso, precisa explorar uma região mais perigosa.
Quando percebemos, já estamos jogando há horas.
Foi exatamente esse tipo de progressão que me fez continuar querendo descobrir o que vinha depois.
Ashenfall também sabe ser bonita
Visualmente, RuneScape: Dragonwilds não tenta competir com os grandes blockbusters atuais. E nem precisa.
O estilo visual combina fantasia, cores fortes e uma direção artística que dá personalidade ao mundo. No PS5, a iluminação e os diferentes ambientes ajudam bastante na exploração, principalmente quando saímos de regiões mais abertas e começamos a entrar em áreas perigosas, cavernas e estruturas abandonadas.
Alguns detalhes, como animações de personagens e determinadas repetições de elementos, poderiam ser mais refinados. Mas isso não foi suficiente para diminuir minha vontade de continuar explorando.
A trilha sonora, por outro lado, merece destaque. Ela resgata elementos musicais associados a RuneScape e mistura essas referências com novas composições, ajudando a criar uma identidade própria para Dragonwilds.
Os dragões são mais do que decoração
Claro que não poderíamos falar de Dragonwilds sem falar dos dragões.
A aventura de Ashenfall gira justamente em torno dessas criaturas e da ameaça da Dragon Queen. O jogo utiliza essa presença como parte da progressão da história e como um objetivo maior para quem está explorando e evoluindo o personagem.
Isso funciona porque o jogo não joga simplesmente um dragão na sua frente e diz “boa sorte”. Antes disso, você precisa construir sua estrutura, melhorar equipamentos, desenvolver habilidades e entender como aquele mundo funciona.
Quando chega a hora de enfrentar ameaças maiores, você sente que realmente evoluiu.

RuneScape: Dragonwilds me ganhou
Eu entrei em RuneScape: Dragonwilds esperando encontrar um bom survival RPG. Saí da experiência querendo continuar jogando.
E isso, para mim, diz muito.
O jogo consegue misturar exploração, construção, combate, evolução de habilidades e magia sem transformar tudo em uma coleção de sistemas desconectados. Existe uma progressão clara e, principalmente, existe aquela sensação de “só mais uma coisa” que faz você continuar jogando.
No PS5, essa experiência ficou ainda melhor para mim. A adaptação para o controle funciona, o DualSense contribui para a imersão e o conforto de jogar no console acabou pesando muito na minha preferência.
A estreia de RuneScape nos consoles também é importante para a própria franquia: Dragonwilds marcou a primeira vez em 25 anos que um jogo de RuneScape chegou oficialmente a uma plataforma de console. E, considerando o resultado, é uma porta de entrada muito interessante para quem nunca teve contato com a franquia.
Para quem gosta de survival, RPG, exploração e construção, RuneScape: Dragonwilds é uma aventura que merece atenção. E, no meu caso, aconteceu algo que eu não esperava quando comecei a jogar: agora eu prefiro jogar Dragonwilds no PS5.
RuneScape: Dragonwilds
Desenvolvedora: Jagex
Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2
Lançamento: 15 de setembro de 2026
Modo: Solo e cooperativo para até 4 jogadores














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