A inteligência artificial deixou de ser apenas uma promessa para os smartphones e computadores e começou a ocupar um espaço cada vez maior na sala de estar. Nas novas TVs premium da Samsung, a tecnologia passa a atuar em diferentes momentos da experiência, desde a maneira como o usuário conversa com a televisão até o processamento de imagem, áudio e até mesmo cuidados com animais de estimação.
A nova geração de TVs Samsung Vision AI reúne quatro recursos que mostram essa mudança: Vision AI Companion, Imagem Aprimorada com AI, Áudio em Camadas com AI e Modo Cuidado com o Pet. A proposta da empresa é fazer com que a inteligência artificial não fique restrita a melhorar a qualidade da imagem, mas participe de diferentes situações do dia a dia.
A TV começa a entender o que está acontecendo na tela
Uma das principais novidades é o Vision AI Companion, recurso que transforma a televisão em uma espécie de assistente conversacional. Em vez de navegar por menus ou digitar uma pergunta, o usuário pode falar diretamente com a TV.
A tecnologia utiliza inteligência artificial generativa e conversacional para analisar o contexto do que está sendo exibido e responder perguntas em tempo real. Nos modelos mais recentes, o sistema utiliza Bixby e Gemini para essa interação.
Na prática, isso significa que a televisão pode ser questionada sobre aquilo que está sendo assistido, mas também responder perguntas que não necessariamente têm relação direta com o conteúdo exibido.
A ideia é aproximar a experiência de uma conversa natural. O usuário fala, a TV interpreta a solicitação e apresenta a resposta sem exigir que a pessoa interrompa a experiência para procurar informações em outro dispositivo.
Inteligência artificial também trabalha na imagem
Se conversar com a TV é a parte mais visível da estratégia, o processamento de imagem continua sendo uma das funções mais importantes da inteligência artificial em televisores.
O recurso Imagem Aprimorada com AI analisa o conteúdo em tempo real e utiliza o processamento do televisor para melhorar elementos como brilho, clareza e detalhes. A Samsung afirma que o sistema pode elevar conteúdos para uma qualidade próxima de 4K.
É uma função especialmente interessante para quem ainda assiste a conteúdos com resolução inferior à nativa da televisão. Em vez de simplesmente reproduzir o material como foi produzido, o processamento tenta reconstruir e aprimorar determinados elementos da imagem.
Nos modelos atuais, a Samsung utiliza redes neurais para esse processamento. A quantidade pode variar de acordo com o modelo, por isso é importante observar a especificação de cada TV antes de assumir que todos os aparelhos oferecem exatamente o mesmo nível de processamento.

A TV também pode ajudar quem tem um pet em casa
Talvez o recurso mais curioso do pacote seja o Modo Cuidado com o Pet.
Nesse caso, a inteligência artificial deixa de atuar diretamente no conteúdo e passa a utilizar a própria TV como parte da rotina do animal. O televisor utiliza o microfone para detectar sons, como latidos, enquanto o tutor está fora de casa.
Quando identifica determinados ruídos, a TV pode ligar automaticamente um conteúdo escolhido para ajudar a acalmar o animal. A proposta transforma a televisão em mais um elemento da casa conectada, indo além da função tradicional de exibir filmes, séries e programas.
É também um exemplo de como as fabricantes estão tentando encontrar usos mais cotidianos para a inteligência artificial, em vez de limitar a tecnologia a especificações técnicas.
Samsung não está sozinha nessa corrida
A presença de inteligência artificial nas TVs não é exclusividade da Samsung. Outras fabricantes também estão transformando seus televisores em equipamentos mais interativos e personalizados.
A LG, por exemplo, possui uma plataforma de TVs com recursos como AI Voice ID, AI Search, AI Chatbot e AI Concierge. A proposta inclui reconhecer o usuário pela voz, oferecer recomendações personalizadas, responder perguntas e até auxiliar na solução de problemas relacionados ao aparelho.
A LG também utiliza inteligência artificial no processamento de imagem e som, mostrando que o movimento do mercado vai além de simplesmente colocar um chatbot dentro da televisão.
A TCL segue uma direção semelhante. Em agosto de 2026, a empresa anunciou a chegada do Gemini para Google TV a modelos selecionados no Brasil, ampliando as possibilidades de interação por inteligência artificial diretamente na tela.
Isso mostra que a disputa entre fabricantes de TVs começa a envolver não apenas tamanho da tela, resolução e tecnologia do painel, mas também a quantidade e a utilidade dos recursos inteligentes disponíveis.
Afinal, o que a AI muda em uma TV?
O ponto mais interessante dessa nova geração é que a inteligência artificial começa a aparecer em situações diferentes. Ela pode ajudar a encontrar informações, conversar com o usuário, melhorar uma imagem de baixa resolução, separar elementos do áudio ou até reagir a sons emitidos por um animal.
Na prática, porém, a utilidade desses recursos depende bastante do modelo da televisão e da disponibilidade de cada função. Nem toda TV Vision AI oferece exatamente os mesmos recursos, e algumas funções também podem depender de conexão com a internet, região ou serviços compatíveis.
A tendência, portanto, é que a inteligência artificial deixe de ser apenas um recurso usado nos bastidores para melhorar imagem e som e passe a fazer parte da própria interação com a televisão.
E esse pode ser um dos próximos grandes capítulos da evolução das Smart TVs: menos tempo navegando por menus e mais tempo simplesmente conversando com a tela.














Deixe uma resposta