Em Primal Planet, você é um homem das cavernas cujo mundo foi virado de ponta cabeça com dinossauros, tribos inimigas, e até invasores alienígenas. Com sua família e seu fiel dino de estimação, Sino, você vai explorar biomas perigosos, fabricar ferramentas, melhorar suas habilidades e lutar para sobreviver, tudo isso em pixel art caprichado e sem diálogos.
Logo de cara, senti que esse jogo não quer só mostrar “mais do mesmo”. Tem uma pegada emocional forte, o cuidado com a família, o companheiro dino, aquela sensação de estar perdido no mundo mas com coração. A ambientação é linda, os biomas bem variados, os dinossauros imponentes, e o sci-fi na mistura (naves alienígenas invadindo) dá um tempero inesperado. É aquele jogo que arranca “awww” e “ai que medo” no mesmo minuto e isso é raro de ver.

Visual impressiona com pixel art cheia de detalhes, ambientes vivos, biomas distintos. Tem floresta, cavernas, água, criaturas que parecem realmente se movimentar no ecossistema. Narrativa sem palavras, intensa: o jogo conta sua história só com gestos, animações, ambiente. Não tem texto ou diálogo explicativo, mas ainda assim você entende o que está em jogo família, perda, invasão, esperança.
Co-op local simples mas legal, onde dá pra jogar com um amigo localmente; o companheiro dino Sino até ajuda bastante. Não é nada enorme, mas ajuda a variar a experiência. Onde ele ainda tropeça (mas não estraga o amor) é o mapa e navegação confusos. O sistema de mapas poderia ser mais funcional. Muitos relatos de jogadores perdendo espaço ou andando em círculos porque o mapa não mostra tudo ou não deixa claro pra onde ir.
Outra parte negativa do game são as opções limitadas de acessibilidade, quem precisa de suporte visual, poder aumentar texto, ajustar controles, etc., pode ficar frustrado porque essas opções estão limitadas ou inexistentes.
Primal Planet é perfeito se você gosta de metroidvania com alma, exploração, pixel art, história mais atmosférica do que texto, ambientação carregada de emoção. Ótimo pra quem curte sofrência e recompensa emocional: proteger, reconstruir, descobrir.
Gosto muito de Primal Planet. Ele me pegou pelo coração antes de tudo: ver aquela família sofrendo, a carinha de Sino (meu dino companheiro), as interações simples tipo abraço ou levar sua filha nas costas, tudo isso traz uma conexão que muitos jogos tentam, mas poucos conseguem. A estética e o mundo são lindos, a fluidez de movimento surpreende, e a sensação de estar em uma aventura primitiva com toques de mistério sci-fi é muito boa.
