Quando eu vi o trailer de Barbie, fiquei entusiasmada. Senti uma nostalgia enorme porque brinquei de boneca durante toda minha infância nos anos 80 e sempre sonhei em ver um live action. Eu gostava de filmar e criar histórias e novelas com as Barbies e os Kens, e quando soube desse filme minha ansiedade foi a mil.
O trailer com aquela cena de referência de 2001, o mundo da Barbie e a direção da Greta foram a prova de que o filme séria ótimo. Confesso que imaginei que fosse uma comédia divertida e que seguiria um roteiro parecido com o de encantada, onde a Barbie sairia da Barbieland e iria para o mundo real encontrando um “choque cultural” super divertido de ver, e quem sabe talvez uma comédia romântica…
Mas quando fui na cabine e dei de cara com várias caixas e cenários super instagramáveis, sem falar no carro da Barbie tive certeza que a experiência seria incrível e divertida. E diferente da maioria dos filmes de herói, em que o marketing mostra já no trailer as melhores cenas dos filmes e assim aumenta a expectativa do público na mesma proporção que a probabilidade de frustração, Barbie nos deu apenas um gostinho do filme, algo que senta falta e que era muito presente nos trailers de antigamente.
Um ponto que deve ser destacado logo de cara é que Barbie não é um filme infantil. Certamente as crianças vão amar, mas dificilmente vão entender as metáforas e críticas de sua narrativa. Barbie é um filme inteligente, exageradamente colorido e que trás Margot Robbie no papel da Barbie tradicional e estereotipada que conhecemos e Ryan Gosling que está divertidíssimo no papel do primeiro Ken, criado para ser o namorado da personagem.

O filme superou todas as minhas expectativas por seu roteiro muito bem feito e diferente de tudo o que eu já tenha visto. Ele é colorido como o famoso destino de Amélie Poulain, surpreende, diverte e agrada a todos os públicos.
Através do humor o longa consegue trazer críticas inteligentes em seu excelente roteiro original com diálogos e textos que levantam diversos questionamentos atuais, além de contar com cenas divertidíssimas, músicas contagiantes, alguns pontos de vergonha alheia. A trama explora muito bem o emocional dos personagens que, por mais estereotipado que sejam e pareçam até superficiais, adquirem uma certa profundidade e crítica de forma cômica e inocente o mundo que vivemos.
E arrisco acreditar que Barbie será um forte candidato a vários Oscars, incluindo categorias como melhor roteiro original, figurino, trilha sonora, sem contar melhor filme, melhor atriz e melhor ator coadjuvante. Se vai ganhar todos eu não sei, mas com certeza vai levar alguns e vou estar na torcida no próximo Oscar.
Obrigada Greta por esse presente chamado Barbie e obrigada ao site NãoSeiNada pela oportunidade desta experiência que com certeza ficará marcada em minha memória.
Texto por: Cintia Vaz
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