Se você terminou Resident Evil Village e ficou curioso sobre o futuro da família Winters, a DLC Shadows of Rose promete justamente isso, encerrar o ciclo iniciado em RE7 e expandido em Village. Mas será que ela entrega um conteúdo à altura do jogo principal?

Encerrando o ciclo Winters

Em Resident Evil Village: Shadows of Rose, controlamos Rose Winters, agora adolescente, lidando com os poderes herdados dos eventos envolvendo o Megamiceto. A trama se passa dentro da consciência do molde, revisitando cenários conhecidos sob uma perspectiva distorcida e simbólica. A ideia é excelente: explorar trauma, identidade e legado.

Narrativamente, funciona bem como epílogo. Há momentos emocionais fortes, especialmente para quem se conectou com a jornada de Ethan. A DLC não revoluciona a franquia, mas fecha o arco de forma digna e até sensível.

Um dos grandes atrativos da DLC é a câmera em terceira pessoa, algo muito pedido pelos fãs desde o lançamento de Village. A mudança funciona bem. A movimentação é sólida, o combate continua responsivo e há um foco maior em:

Resolução de puzzles

Fuga e tensão

Uso estratégico dos poderes de Rose

Rose não é apenas uma “Ethan com skin diferente”. Seus poderes adicionam pequenas variações no combate e na exploração, quebrando a repetição, porém, a duração é curta cerca de 3 a 4 horas e isso pesa na sensação final.

Terror mais psicológico e momentos memoráveis

Se Village flertava com ação em excesso, Shadows of Rose tenta recuperar um pouco do terror mais concentrado. Existe um trecho específico, que evita combate direto e aposta em perseguição e atmosfera que é facilmente um dos momentos mais tensos de toda a fase Village. A ambientação distorcida, quase onírica, cria uma sensação de estranheza constante. Não é tão assustador quanto Resident Evil 7: Biohazard, mas entrega tensão consistente.

Vale a pena jogar Shadows of Rose?

Se você gostou de Village, sim. Se você quer uma expansão gigantesca que redefine a franquia, não.

Shadows of Rose funciona melhor como epílogo emocional do que como grande DLC transformadora. Ela entrega tensão, fecha arcos e testa um formato em terceira pessoa que agradou bastante. Não é essencial para quem quer apenas gameplay, mas é muito válida para quem se importou com a história. Uma DLC competente, emocional e com bons momentos de terror, mas que poderia ter sido mais ousada e mais longa.