Review completo de Resident Evil 2 Remake com análise de gameplay, história, gráficos e nostalgia. Descubra se o survival horror da Capcom ainda é um dos melhores remakes já feitos.

Review Resident Evil 2 Remake: um clássico reinventado

Quando a Capcom anunciou que traria de volta um dos maiores clássicos do survival horror, a expectativa era enorme. O original de 1998 é um marco da indústria. O desafio não era apenas modernizar, também era respeitar uma lenda.

E a verdade é simples, Resident Evil 2 não apenas honra o passado, como se torna referência de como fazer remake. A nostalgia está presente, mas nunca é preguiçosa, tudo aqui foi reconstruído com intenção e agrada demais do inicio ao fim.

História de Resident Evil 2 Remake é fiel ao original

A trama acompanha Leon S. Kennedy, em seu primeiro dia como policial, e Claire Redfield, em busca do irmão, tentando sobreviver ao caos de Raccoon City após o vazamento do T-Vírus. A base da narrativa é a mesma do clássico de 1998, mas o remake amplia o impacto emocional. As interações são mais naturais, os personagens têm mais profundidade e as cenas cinematográficas são muito mais bem dirigidas.

Para quem jogou o original, cada corredor da delegacia traz uma memória. Mas mesmo sabendo o que vai acontecer, a tensão continua funcionando.

Survival horror moderno e estratégico

Aqui está o grande acerto da Capcom, com um jogo que abandona as câmeras fixas e adota a visão em terceira pessoa sobre o ombro, no estilo popularizado por Resident Evil 4, mas com foco total em sobrevivência. E isso muda tudo.

O sistema de tiro é extremamente satisfatório, cada disparo tem impacto visível graças ao sistema de dano localizado. Atirar nas pernas desacelera inimigos, tiros na cabeça podem derrubar, mas nada é garantido, os zumbis são resistentes, imprevisíveis e assustadores. Muitas vezes, a melhor estratégia não é eliminar, mas evitar confronto.

A gestão de recursos é constante e conta com munição limitada, e a gameplay deixa as ervas e sprays valiosos já que o inventário é reduzido tornando cada escolha importante.

Exploração e puzzles que mantêm a tensão viva

A delegacia funciona quase como um grande quebra-cabeça interligado. Portas trancadas, atalhos escondidos, chaves específicas e puzzles clássicos retornam repaginados. O ritmo é excelente com exploração, tensão, combate e resolução de enigmas se alternando de forma natural. O gerenciamento de inventário continua sendo um dos pilares do survival horror. Decidir o que carregar faz parte da estratégia.

Mr. X: um dos maiores acertos do remake

Se no original ele já era marcante, aqui ele se torna inesquecível. O Mr. X não surge apenas em eventos roteirizados, ele patrulha dinamicamente os corredores, reage ao som e pressiona o jogador constantemente. Ouvir seus passos pesados ecoando cria uma tensão quase sufocante. Essa perseguição transforma completamente a experiência e eleva o nível da gameplay.

Utilizando a RE Engine, a Capcom entrega um dos jogos mais impressionantes da geração. A iluminação é realista, os ambientes são detalhados e o design de som é impecável. Muitas vezes o medo vem do que você escuta antes mesmo de ver o inimigo. A atmosfera é densa, claustrofóbica e constantemente ameaçadora, exatamente como um survival horror deve ser.

Resident Evil 2 Remake vale a pena?

Sim. E muito. Ele consegue equilibrar nostalgia e inovação de maneira exemplar. Moderniza a jogabilidade, respeita a história original e mantém o survival horror vivo em uma indústria que muitas vezes se inclina demais para a ação. É intenso, técnico, imersivo e extremamente bem construído.

Resident Evil 2 Remake não apenas revive um clássico, ele redefine o que significa fazer um remake. Vale cada centavo até hoje!