Call of Duty Black Ops 6 resgata a franquia e deixa os fãs de longa data contentes com as melhorias, enquanto apresenta uma trama, repleta de reviravoltas, personagens carismáticos e momentos de tensão psicológica, é envolvente do início ao fim.
Em Black Ops 6, você pode encontrar três modos de jogo. Um deles consiste na “Campanha”. Esta opção é a que segue a história principal deste título, a qual foi muito bem elaborada. A campanha brilha por suas missões criativas e pelos trechos de terror psicológico, que adicionam um novo toque à fórmula de Black Ops. No entanto, o final da história parece um pouco apressado, deixando a sensação de que alguns pontos importantes poderiam ter sido mais bem desenvolvidos.
Além da “Campanha”, o jogo possui o clássico modo “Zumbi”, na qual terá de encarar rodadas de aparições de zumbis, para tentar matá-los com uma pistola simples ou os próprios punhos e sobreviver o máximo possível. Conta com dois mapas como o, Liberty Falls e Terminus, com diferentes elementos para escapar dos zumbis e derrotá-los. Esse primeiro citado segue com um ambiente muito vertical, com edifícios e tirolesas; e o segundo mais misterioso e que demanda uma atenção maior para encontrar as surpresas do cenário.
Por último, o modo “Multiplayer” já conhecido pelos fãs, este modo traz a experiência mais tradicional da franquia Call of Duty, ao colocar jogadores online em duas equipes, a fim de se confrontarem nos mapas disponíveis. O sistema de ranqueamento funciona bem, enquanto há uma variedade boa de mapas.

O que sempre me chama muito atenção em Call of Duty é o modo Campanha, e em Black Ops 6 a trama se passa no ano de 1991 e é situada na primeira Guerra do Golfo. Você precisará viver um soldado na luta contra uma organização criada por ex-militares americanos e nomeada “The Pantheon”.
Esse grupo militar teria sabotado os objetivos por meio de informações internas da própria agência, sugerindo a existência de um agente duplo. A partir deste ponto, a equipe não pode mais confiar na CIA e passa a operar por debaixo dos panos, tentando descobrir os supostos planos malignos e impedir um possível desastre.
Pautada em uma premissa clássica de Hollywood, a trama de Black Ops 6 não é inovadora, chega a ser bem simples mas os eventos da narrativa se desenvolvem muito bem através dos personagens e suas motivações, e se torna uma ótima história. Durante toda a campanha, é possível conhecer mais sobre a equipe, conversando diretamente com cada membro.
Na maioria das vezes, esses momentos acontecem pertinentemente em uma base de operações — que, inclusive, pode ser melhorada com novos recursos. Entre os intervalos de cada missão, o jogador fica livre para entender mais sobre as origens e o passado de cada um dos operadores, em diálogos por vezes filosóficos e até emocionantes.

Cada missão traz algo novo e memorável, seja um cenário marcante, um desafio inesperado ou um momento de alta carga emocional. A campanha consegue entregar momentos épicos e, ao mesmo tempo, situações que te fazem pensar sobre o desenrolar da trama.
Call of Duty: Black Ops 6 é mais leve e com inicializador renovado, o que é uma das surpresas positivas já que o jogo está mais leve em termos de desempenho, com um inicializador redesenhado que facilita o acesso e o gerenciamento de conteúdos.
A jogabilidade é fluida, e o design das missões permite múltiplas abordagens, dando ao jogador liberdade para experimentar diferentes táticas. Isso, combinado com o combate sempre intenso e bem executado da série, garante uma excelente experiência.
O modo zumbi foi, sem dúvida, um dos pontos altos da minha experiência com o jogo. Repleto de novos desafios e mapas detalhados. Cada partida tem um ritmo único, e a tensão aumenta à medida que hordas maiores aparecem, mantendo o clima de sobrevivência que define o modo.
Algo que me incomodou um pouco foi o final da campanha, que embora seja intrigante, o fim pareceu muito “corrido”, deixando algumas pontas soltas ou mal exploradas, o que poderia ter elevado ainda mais o impacto emocional da trama.
O multiplayer, apesar de divertido, ainda sofre com o sistema de pareamento baseado em habilidade (SBMM), que mantém as salas desbalanceadas e prejudica o ritmo de jogo. Isso pode frustrar quem busca uma experiência mais consistente.
Os efeitos sonoros estão muito bem posicionados, como o som dos tiros, explosões e passos dos inimigos que nunca se sobrepõe, isso ajuda pois não atrapalha a jogabilidade. No entanto, a trilha sonora, apesar de adequada, não se destaca muito. Ela cumpre seu papel sem comprometer a experiência, mas também não oferece momentos memoráveis que elevem as missões.
Call of Duty: Black Ops 6 é um ótimo FPS que vai te entreter e te deixar intrigado durante a campanha, enquanto te faz querer sempre ser o melhor no Multiplayer, vale o investimento e está disponível para as plataformas PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.
Esse review de Call of Duty Black Ops 6 foi feito na versão de PlayStation 5, cedida pela Actvision Blizzard.
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