The Flash chega aos cinemas com a uma possibilidade de mudança no Universo DC, mas na verdade se mostra como um filme divertido que não carrega com si o fardo do reboot, e que nos entretém enquanto trabalha muito bem a nostalgia dos fãs de longa data do estúdio.
Em The Flash, o velocista da DC Comics precisa encarar o fato de que não pode ajudar seu pai a sair da cadeia por um crime que não cometeu, mesmo possuindo super poderes que podem ajudar a humanidade. O herói também descobre uma nova habilidade que o possibilita voltar no tempo e que assim poderia tirar seu pai da cadeia, além de salvar a vida de sua mãe que morreu quando ele ainda era criança.
Esse é o grande dilema de The Flash, como Barry Allen (Ezra Miller) poderá salvar aqueles que mais ama sem destruir todas as linhas temporais e todo o Multiverso?

Andy Muschietti soube trabalhar o herói
O diretor Andy Muschietti e a roteirista Christina Hodson conseguiram nos apresentar uma ideia de viagem no tempo multiversal incrível, muito fácil de entender e com uma explicação plausível dentro da fantasia heroica do filme. Tudo é muito bem amarrado pelo roteiro que consegue nos contar uma história interessante e apaixonante que certamente irá agradar a todos, pois, consegue criar uma conexão fluida entre os personagens e deixando quem está assistindo com vontade de estar ao lado dessas pessoas.
Ezra Miller em The Flash
Ezra Miller entrega duas versões de Barry Allen e do Velocista muito convincentes, uma delas com o personagem mais novo e outra mais experiente o que faz com que a interação entre eles seja divertida e ao mesmo tempo conflitante, tornando o Barry mais novo o orelha enquanto uma “origem” é contada pelo ponto de vista desse personagem. Até mesmo os eventos de filmes anteriores é explicado para esse personagem, então, aqueles que não viram outros filmes da DC podem assistir ao longa sem problema nenhum.
Ben Affleck e Michael Keaton em The Flash
As participações são extremamente importantes dentro da trama. O Batman de Ben Affleck tenta sempre dar conselhos a Barry e mostrar a sua importância dentro da Liga da Justiça, já o Batman de Michael Keaton com toda a certeza vai deixar os fãs de longa data com o coração palpitando em todas as cenas em que aparece.
Esse Bruce Wayne (Michael Keaton) explica como funciona a viagem no tempo multiversal, uma explicação simples e de fácil entendimento que demonstra como faz sentido mudar versões e até mesmo explicando como a cronologia dos eventos e dos personagens é modificada a cada ação de Barry.
Sasha Calle, a Supergirl, é incrível, mesmo tendo pouco tempo de tela, e deixa um gostinho de “quero mais” para uma possível continuidade da personagem nesse novo universo que esta sendo criado. Além, é claro, de revermos o General Zod de Michael Shannon, que se mostra um dos vilões mais perigosos da DC nos cinemas, e dá muita importância para o Superman nesse universo. Esse vilão é sem sombra de dúvidas o divisor de águas para mostrar o verdadeiro poder e importância de um Superman dentro do multiverso apresentado.
The Flash é o Reboot da DC?
É difícil dizer se esse filme é uma continuação ou um possível reboot do universo compartilhado da DC como conhecemos nos cinemas, mas é possível afirmar que é um ponto final no Snyderverse. É citado o problema ocorrido na Rússia com a viagem temporal e Iris West (Kiersey Clemons) lembra de ter visto o rosto de Barry em alguma ocasião, dois fatos que aconteceram durante a versão de Zack Snyder da Liga da Justiça.
É mostrado também onde Barry estava durante a invasão de Zod a Metrópolis em Man of Steel, o que nos leva novamente a importância do Universo que foi criado a partir das ideias de Zack Snyder, mas os acontecimentos e explicações em The Flash nos revelam que isso é pagina virada e ganhamos ótimas explicações para essas possíveis mudanças, muito parecidas com o que os quadrinhos fazem.
Os Easter Eggs e referências são muito bem feitos dentro do longa e vão agradar quem conhece tais fatos, mas acredito que vá passar desapercebido para muitos também.
Qual o ponto negativo em The Flash?
Mas nem tudo é bom no primeiro filme do Velocista da DC. O fato de os filmes de herói terem a mesma cara e roupagem acaba fazendo com que em muitos momentos se torne um filme qualquer de heróis, como no percebemos logo no começo do longa. Essa sensação de que já vi algo parecido esta muito presente em todas as produções de super heróis e The Flash infelizmente não foge muito disso, toda a construção da jornada de Barry e a aparição com o final do vilão do filme é previsível como em qualquer filme do gênero hoje em dia.
The Flash vale o ingresso e vale muito a pena ser assistido, mas não espere um reboot bem delimitado como em “Crise nas Infinitas Terras” ou até mesmo um “Flashpoint” dos quadrinhos, assista sabendo que essa é uma ótima história fechada do Flash com momentos divertidos e nostálgicos e uma possível mudança que possa ocorrer para os personagens que amamos e queremos ver cada vez mais nas telonas.
The Flash estreia dia 15 de junho nos cinemas e fique até o fim para conferir sua cena pós-créditos.
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